Lê Papuchá Kalinka

Esperança e Resiliência

Arte, memória e educação para preservar e transmitir histórias Roma e Sinti.

Um projeto educacional e cultural da Urban Nomades Brasil, criado em outubro de 2024, que articula memória, arte, educação e direitos humanos.

Nele, as bonecas de pano funcionam como mediadoras de histórias, memória e processos educativos.

“Quando uma história é transmitida, o apagamento encontra resistência.”
01 — Como essa história começou

De uma experiência de memória a um projeto.

O Lê Papuchá Kalinka foi criado em outubro de 2024 por Sandra Fabrícia Cândido.

O projeto nasceu de uma viagem de pesquisa e memória dedicada à memória Roma e Sinti, às narrativas de mulheres Roma e Sinti e à documentação do Samudaripen / Barô Mudaripen.

Nesse percurso, houve visitas a arquivos, museus, centros de documentação e espaços de memorialização, contato com relatos e histórias de sobreviventes e a reflexão sobre as bonecas de pano como símbolos de resistência, afeto e preservação.

No Museu de Hodonín, na República Tcheca, o encontro com a réplica de uma boneca de pano provocou reflexões sobre infância, sobrevivência, memória e transmissão.

Réplica de boneca de pano com vestido vermelho florido, exposta em museu na República Tcheca
A boneca que inspirou o início do Lê Papuchá KalinkaRéplica de boneca de pano observada durante o percurso de memória na República Tcheca, em 2024. O encontro com esse objeto provocou reflexões sobre infância, sobrevivência, memória e transmissão que contribuíram para o nascimento do projeto.

Essa experiência atravessou o oceano e, no Brasil, transformou-se no Lê Papuchá Kalinka — Esperança e Resiliência.

Conheça a Missão Internacional de Memória na área Memória.

02 — O que é o Lê Papuchá Kalinka

Uma boneca pode carregar uma história.

Lê Papuchá significa ‘as bonecas’.

O projeto transforma pesquisa histórica em ação educativa e cultural, articulando memória, educação, arte, direitos humanos, identidade, diálogo e transmissão.

As bonecas não são apenas objetos produzidos pelo projeto: são mediadoras simbólicas e pedagógicas para trabalhar histórias, memória, identidade, expressão e transmissão.

Escuta • Sensibilização • Memorialização

03 — Como o projeto funciona

Um processo em cinco movimentos.

  1. 01

    Conhecer

    Contextualização histórica: memória Roma e Sinti, Samudaripen / Barô Mudaripen, antigitanismo e direitos humanos.

  2. 02

    Escutar

    Histórias e narrativas de sobreviventes Roma e Sinti, experiências e memórias.

  3. 03

    Criar

    Nas oficinas, a boneca de pano é construída como processo de expressão, memória e autoria.

  4. 04

    Dialogar

    Em círculos de conversa, a criação abre espaço para falar de identidade, ancestralidade, memória e pertencimento.

  5. 05

    Transmitir

    A história trabalhada não termina na oficina: continua por meio das bonecas, narrativas, materiais educativos, registros e ações de memória.

“Isso é transmissão.”
04 — As bonecas como mediadoras de memória

Por que uma boneca?

As bonecas de pano estão presentes nas histórias de sobreviventes. No projeto, tornam-se um símbolo pedagógico de resistência, afeto e continuidade cultural.

Nos momentos de compartilhamento, funcionam como mediadoras simbólicas: aproximam histórias difíceis com cuidado e abrem caminho para que memórias possam ser contadas.

05 — Registros do projeto

Momentos que fazem parte dessa trajetória.

Os registros do Lê Papuchá Kalinka documentam experiências, encontros e ações que fazem parte da trajetória do projeto.

Mais do que uma galeria de imagens, este espaço preserva momentos em que memória, educação, criação e transmissão se encontram.

01 — Vivência Lê Papuchá Kalinka

Universidade de Brasília — UnB2024

A experiência reuniu memória, educação, criação e diálogo, utilizando as bonecas de pano como mediadoras para trabalhar histórias, identidade, pertencimento e memória Roma e Sinti.

Por meio da construção das Kalinkas, da escuta, do compartilhamento e dos materiais de memória, a atividade transformou a criação artesanal em experiência educativa e de transmissão.

Encontro e atividade educativa do Lê Papuchá Kalinka.
Processo de criação das bonecas de pano durante a experiência educativa.
Bonecas de pano e registros históricos reunidos durante a atividade do Lê Papuchá Kalinka.

Vivência do Lê Papuchá Kalinka na Universidade de Brasília — UnB, 2024. A experiência reuniu criação, memória, escuta e transmissão por meio das Kalinkas e de materiais de memória Roma e Sinti.

02 — Entrega institucional

26 de março de 2026Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

Uma Kalinka, memória e direitos.

Em 26 de março de 2026, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por meio da ministra Macaé Evaristo e de sua equipe, realizou o lançamento do Estatuto da Criança e do Adolescente em Romanês — Statuto pala Shavore thai Ternimata ande Romaní Shib.

Realização e parceria institucional
Associação Internacional Maylê Sara Kalí — AMSK/Brasil · International Romani Union — IRU · Universidade de Brasília — UnB · Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
Apoio
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento — PNUD

ISBN: 978-65-5035-245-5

Na mesma ocasião, a ministra Macaé Evaristo recebeu uma Kalinka, boneca de pano vinculada ao projeto Lê Papuchá Kalinka — Esperança e Resiliência, da Urban Nomades Brasil.

As imagens registram também o percurso dessa boneca: da construção artesanal à entrega, fazendo da Kalinka uma mediadora de memória, educação e transmissão.

Composição com duas fotografias: a Kalinka concluída e a roupa da boneca em confecção
Da construção artesanal à Kalinka concluída: etapas da criação da boneca posteriormente entregue à ministra Macaé Evaristo.
Composição com duas fotografias: a ministra Macaé Evaristo com o Estatuto da Criança e do Adolescente em Romanês e com a Kalinka
Em 26 de março de 2026, Macaé Evaristo participou do lançamento do Estatuto da Criança e do Adolescente em Romanês e recebeu uma Kalinka do projeto Lê Papuchá Kalinka — Esperança e Resiliência.

Ao reunir, em um mesmo momento, uma publicação do ECA em Romanês e uma Kalinka, este registro preserva duas formas de transmissão: a palavra escrita em Romanês e a memória materializada pela boneca.

06 — O que o projeto produz

Memória que se torna material.

Entre os formatos de produção e atuação do projeto estão materiais educativos, publicações digitais, vídeos, registros fotográficos, materiais para escolas e conteúdos de educação e memória.

07 — Onde o projeto está hoje

Um projeto vivo.

O Lê Papuchá Kalinka é um projeto vivo e em construção permanente.

Novos encontros, atividades, bonecas, registros e experiências poderão continuar ampliando sua trajetória.

Acompanhe o Educa Kalinka

A memória não termina quando é conhecida.
Ela continua quando é transmitida.

Lê Papuchá Kalinka — Esperança e Resiliência

URBAN NOMADES BRASIL
Coletivo Roma e Sinti de Memória e Direitos Humanos

Memória · Direitos Humanos · Educação · Protagonismo Roma e Sinti