Memória

Preservar a memória é também defender direitos.

A memória ocupa um lugar central na atuação da Urban Nomades Brasil.

Preservar histórias, documentos, testemunhos, trajetórias e lugares de memória é também enfrentar o apagamento histórico e contribuir para que Roma e Sinti possam transmitir suas próprias experiências às próximas gerações.

01 — Samudaripen / Barô Mudaripen

Uma história que não pode permanecer à margem da memória europeia

O Samudaripen / Barô Mudaripen corresponde à perseguição e ao genocídio de Roma e Sinti durante o regime nazista e seus aliados.

Milhares de pessoas Roma e Sinti foram perseguidas, deportadas, submetidas a trabalhos forçados, encarceradas, vítimas de experiências médicas e assassinadas.

Durante décadas, essa história permaneceu insuficientemente reconhecida nos espaços públicos de memória, na educação e em muitas narrativas sobre os crimes do nazismo.

02 — Memória contra o apagamento

Memória também é direito.

Preservar essa memória envolve documentação, transmissão, educação e memorialização. Significa preservar as histórias das vítimas e dos sobreviventes e enfrentar o apagamento histórico e os mecanismos de desumanização e antigitanismo que tornaram esses crimes possíveis.

03 — Missão Internacional de Memória — 2024

Roma, Antigypsyism e Memorialização

28 de julho a 11 de agosto de 2024

Polônia e República Tcheca

A missão foi organizada no contexto do 80º aniversário da liquidação do campo destinado a Roma e Sinti em Auschwitz-Birkenau, na noite de 2 para 3 de agosto de 1944. Hoje, 2 de agosto é reconhecido internacionalmente como Dia da Memória do Samudaripen / Barô Mudaripen.

Seu objetivo foi fortalecer a memória coletiva do Samudaripen / Barô Mudaripen, promover formação política e educacional para Roma das Américas e ampliar as redes de colaboração internacional no enfrentamento ao antigitanismo.

A programação reuniu cerimônias de memória, visitas técnicas a antigos campos, reuniões governamentais e acadêmicas e a participação no programa Dikh He Na Bister — pela primeira vez com Roma do Brasil.

“A memória é resistência. A juventude é transformação. A luta continua.”
04 — Percurso da memória

Os lugares também guardam histórias.

  1. 31 de julho e 2 de agosto

    Auschwitz-Birkenau

    Polônia

    Visita guiada ao Memorial e Museu Auschwitz-Birkenau. Em 2 de agosto, cerimônia juvenil no campo romani e cerimônia oficial de memória pelos 80 anos.

  2. 6 de agosto

    Brno

    República Tcheca

    Visita guiada ao Museu da Cultura Romani, ao Centro Comunitário DROM e ao Kaznice Art Memorial Facility, dedicado à arte e à memória romani.

  3. 7 de agosto

    Hodonín

    República Tcheca

    Visita guiada ao Memorial de Hodonín, sobre a história do campo de concentração romani, e discussão com especialistas sobre memória e reparação histórica.

  4. 8 de agosto

    Praga

    República Tcheca

    Debate com o Departamento de Estudos Romani da Faculdade de Filosofia, apresentação do Romani Memory Map for the Americas e reunião do Conselho do Governo da República Tcheca sobre Assuntos da Comunidade Romani.

  5. 9 de agosto

    Lety u Písku

    República Tcheca

    Visita às exposições externa e interna do Memorial de Lety, com relatos de sobreviventes e descendentes. O relatório apresenta Lety como símbolo da resistência Roma e Sinti e da luta pelo reconhecimento histórico.

05 — O que essa missão deixou

A experiência não terminou com o retorno.

Ao final da missão, a delegação retornou ao Brasil trazendo novos conhecimentos, conexões e um compromisso renovado com a preservação da memória e a luta por justiça.

O relatório registra a importância de fortalecer a conexão entre Roma das Américas e da Europa, o papel essencial da juventude na preservação da memória e a necessidade de ampliar a educação sobre o Samudaripen / Barô Mudaripen, inclusive na América Latina.

06 — Relatório da missão

Documentar também é preservar.

Relatório

Missão Internacional de Memória — 2024

28 de julho — 11 de agosto de 2024
República Tcheca · Polônia

O documento registra o percurso, as atividades e as reflexões da missão.

LER O RELATÓRIO
07 — Da memória à educação

A memória também encontra novas formas de transmissão.

Experiências de memória, pesquisa e documentação também podem se transformar em processos educativos de escuta, sensibilização e memorialização, como no projeto Lê Papuchá Kalinka — Esperança e Resiliência.

CONHECER O LÊ PAPUCHÁ KALINKA
Nossos mortos não podem contar suas histórias.
Nós podemos preservá-las.

URBAN NOMADES BRASIL
Coletivo Roma e Sinti de Memória e Direitos Humanos

Memória • Direitos Humanos • Educação • Protagonismo Roma e Sinti